Por que escrevi Devaneios Digitais
Todo livro nasce de uma inquietação.
Devaneios Digitais nasceu de várias.
Por muitos anos, vivi ensinando, explicando, orientando e observando.
Observei o crescimento do mundo digital, das redes sociais, das promessas fáceis e dos atalhos milagrosos que surgem toda semana com um nome novo e a mesma ideia reciclada.
Sempre gostei de compartilhar o que aprendo. Talvez por isso tenha passado por auditórios cheios, salas apertadas, palestras, aulas, reuniões e, mais recentemente, por salas de aula cheias de alunos que dominam o celular antes mesmo de decorar o próprio CPF.
E, mesmo estando no digital desde quando ele ainda fazia barulho para conectar, compartilhei pouco.
Ficava sempre aquela sensação incômoda: “dava pra dividir mais.”
O excesso de fórmulas e a falta de reflexão
Em algum momento, o mercado virou um grande eco.
Todo mundo repetindo a frase de alguém que copiou de outro alguém e chamando isso de método.
Vi profissionais virarem “especialistas” do dia para a noite.
Vi promessas brilharem como vaga-lumes e entregarem, no máximo, uma lanterna sem pilha.
Isso me incomoda. Bastante.
Talvez porque eu nunca tenha acreditado muito em fórmulas mágicas, ou porque lógica, contexto e experiência ainda façam sentido para mim, mesmo que não deem tantos likes.
Quando escrever virou necessidade
O livro Devaneios Digitais quase não nasceu.
Teve versões abandonadas, títulos engavetados e muitas desculpas bem formuladas.
Até que escrever virou sobrevivência. Desabafo, terapia, organização mental.
Escolhi o formato de crônicas porque ele permite errar, ironizar, provocar e pensar em voz alta.
É ali que cabem as contradições do mundo digital, as situações absurdas do dia a dia e aquela indignação silenciosa que todo profissional já sentiu, mas nem sempre teve coragem de colocar no papel.
Devaneio não é fuga. É alerta.
Fui pesquisar a palavra devaneio e percebi algo curioso: ela não é apenas dispersão.
Pensamento que sai do trilho para enxergar melhor o caminho.
Também é uma reflexão fora do padrão e existem devaneios que na dosagem certa fazem muito bem.
Foi aí que tudo fez sentido.
Inclusive meu próprio nome escondido no título (deVANeIO).
Este livro não ensina a viralizar
Devaneios Digitais não é um manual.
Não promete crescimento rápido, seguidores infinitos ou hacks secretos.
Ele provoca.
Questiona.
Cutuca.
É um convite para olhar o digital com mais senso crítico, menos deslumbramento e um pouco mais de humanidade, algo que, curiosamente, a tecnologia nunca conseguiu automatizar.
Se você já se cansou de discursos prontos, métricas vazias e gurus de ocasião, talvez este livro seja para você.
Vamos continuar esse devaneio?
Este é só o começo da conversa.
O blog existe para estender reflexões que não couberam no livro, ou que surgiram depois dele.
Agora me conta: Em que momento o mundo digital começou a te cansar mais do que ajudar?
E se quiser mergulhar mais fundo nessas crônicas, ironias e verdades inconvenientes, o convite está feito: Conheça o livro Devaneios Digitais
Quem controla o ritmo da leitura é você.
Quem digita a paciência também.